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MULHERES AGREDIDAS PELOS COMPANHEIROS

O Brasil ainda é conivente com violência contra a mulher.  A cada dia aumenta os casos de crimes bárbaros. Isso tem que acabar.

Há cinco anos entrou em vigor a Lei Maria da Penha, que pune com prisão qualquer tipo de violência contra a mulher. Apesar disso, segundo a Fundação Perseu Abramo, a cada dois minutos cinco mulheres são espancadas. De acordo com a pesquisa, 15% dos agressores acreditam que agiram corretamente ou fariam de novo. A violência contra a mulher atinge todas as classes sociais e, geralmente, o agressor é o próprio marido ou companheiro da vítima.

Nos últimos 10 anos, mais de 41.000 mulheres de todas as classes sociais, com idades variadas, foram mortas, muitas vezes em frente dos filhos, que também frequentemente são eles próprios vítimas de violência. Falta de apoios a mulheres em situação de risco é apontada como uma das causas da impunidade dos atacantes. Apesar da lei Maria da Penha que passou em 2006, garantindo proteção a mulheres que apresentassem queixa e a punição dos culpados, ainda é grande a série de assassinatos, e de agressões contra as mulheres que acontecem diáriamente no Brasil.

A violência contra mulheres que não são conhecidas pela mídia, geralmente é ignorada, e fica no anonimato, mas quando surgem casos, com pessoas famosas, é que chegam aos jornais, todos comentam e ficam indignados. Isso mostra que as mulheres são, subjugadas cotidianamente pela desigualdade.

O descaso e a conivência da Justiça e da sociedade civil com a violência contra a mulher, ainda é um dos principais obstáculos enfrentados pelas pessoas que combatem o problema. A aceitação da violência contra a mulher pode ser um dos fatores que contribuem para a perpetuação desse tipo de crime.

A cultura do brasileiro favorece muito os casos de violência contra a mulher. O Brasil se originou de uma sociedade escravocrata, onde o domínio era exercido através da violência. Muitos parceiros ou ex-parceiros nutrem sentimentos de posse em relação a suas companheiras, o que contribui para que a relação descambe para a violência, por ciúme, vingança, machismo, alcoolismo, etc:, isso pode ser uma consequência fatal no relacionamento.

A Falta de políticas públicas no combate a violência doméstica é visto como obstáculo para erradicação do problema. Ainda não existe uma vara especializada em julgar casos de violência doméstica, que são julgados na Justiça comum, e, além disso, o número de delegacias da mulher ainda é muito pequeno.

A violência contra mulheres e meninas é algo intolerável, inaceitável, não importa a classe social. Isso afeta a saúde, reduz anos e qualidade de vida das mulheres. O Brasil, como signatário dos documentos internacionais de direitos humanos das mulheres, e tendo uma legislação nacional a ser cumprida, não pode calar-se e omitir-se. Espera-se de cada autoridade que faça sua parte.

PESQUISA 2011 
REALIZADA PELO INSTITUTO SANGARI

Em números absolutos, houve um aumento nos homicídios de mulheres no Brasil. Em todo este período, foram mortas 41.968 mulheres no país, fora as que foram agredidas brutalmente.

A taxa de mulheres assassinadas para cada 100 mil habitantes subiu 59,6% na região Nordeste, segundo aponta a pesquisa Mapa da Violência, realizada pelo instituto Sangari.

Segundo a pesquisa, o município de Escada (PE) é o que apresenta a maior taxa de homicídios de mulheres no Brasil, com 25,2 mulheres mortas para cada 100 mil habitantes.

De acordo com o estudo, publicado pelo Ministério da Justiça, a região Sul teve um aumento de 24,7% na taxa, enquanto o Norte teve alta de 16,9% e o Centro-Oeste, de 1%.

O Espírito Santo manteve a posição de Estado brasileiro com maior taxa de homicídios de mulheres para cada 100 mil habitantes.

O levantamento aponta que, de um total de 95.549 denúncias de violência, 69% foram feitas pelas mulheres contra os parceiros atuais ou ex-companheiros. O estudo também mostra que 57,7% das denunciantes são agredidas todos os dias.

Dos relatos colhidos na Central 180, 55.918 foram sobre violência física, 24.663 sobre violência psicológica, 11.323 sobre violência moral e 2.017 sobre violência sexual.

O Estado que mais recebeu denúncias foi São Paulo, com 87.088 relatos. O segundo no ranking foi a Bahia, com 58.413 atendimentos. Em terceiro lugar ficou o Rio de Janeiro, com 45.019 chamados.

Mulheres precisando de ajuda, podem ligar grátis 180 para denunciar qualquer violência ou negligência da parte das autoridades com relação a sua queixas e casos.

2 comentários:

Alfarrábios de outrora disse...

O blog é uma ferramenta jornalística em primeiro lugar. Sigamos e acreditemos, que somos capaz de contribuir por este trabalho para a reflexão e a justiça.
O caminho que leva a paz é longo e conturbado, e devemos agregar determinados valores com o fim de proliferar um ambiente de igualdade e cortesia entre todos.

Parabéns por tua reflexão.

Marcelo Portuária

Visite: alfarrabiosdeoutrora.blogspot.com
cidadaniadoscapitais.blogspot.com

Valentina, uma mulher que fala disse...

MAIS APOIAO À MULHERES QUE DENUNCIAM OS MARIDOS E NAO TEM COMO SE SUSTENTREM

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